Hoje sustentabilidade e ecologia foi o eixo do Café Filosófico (todo domingo às 22h cultura).Eles reservaram um bloco para abordar a tão ululante máxima mundial, especialmente nessa nossa brasileira temporada eleitoral e eleitoreira de "que futuro vamos deixar pras nossas crianças".
Tente inverter o que e a quem.
Que crianças vamos deixar para nosso futuro?
Mesmo durante a Idade Média- sempre sinistra no nosso imaginário- deu-se o prazer de brincar. O lúdico é divino.Recolhe-te e brinca (São Tomás de Aquino).
Ora, então brincar seria para todos independendo a idade mas é claro que não sobra tempo para nós sendo adultos em 2010 vivendo a recente conquista da superioridade de áreas urbanas no país. (Descobri isso hoje...temos que voltar a pensar nisso).
Mas e as crianças? O que elas fazem além de brincar?
Sinto lhes informar mas o direito à ludicidade está sendo espremido por uma tendência que vem de muito tempo.
Minha motivação para hoje começar este blog veio do VMA. (Várias vezes por várias inquietações ou regozijos pessoais quis começar um blog, porém hoje juntei fôlego, alinhei a coluna e...nasceu) Graças à Selena Gomez. Nada sei a respeito, aliás, sei que faz filmes da Disney, logo deve ter seu álbum também. O que me prendia na imagem da menina metida num cansativo longo eram os olhos infantis naturais para seus 18 anos , diferente da artificialidade de todo o evento e de seus anfitriões que desfilam segurança, personalidade e muita atitude.
Não que astros mirins sejam exclusividade desses tempos. Lembram da Shirley Temple? O que é exclusivo desses tempos é o comportamento em massa também no período da infância criando consumidores precoces e tiranos.
Não culpo a Selena, o Justin Bieber, a Maísa. Eles não seriam ninguém sem a unilateral e enfadonha perspectiva comercial. E a quanto comercial as crianças de 2010 são expostas diariamente?
Observe a criança mais próxima e não deixe que sua auto estima seja quebrada pelos padrões; Não permita que nasçam sentimentos como preconceito no coração delas;Não ache que elas sejam menos inteligentes que nós adultos. Talvez se tornem tão estúpidas quanto, quando crescerem.


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