Eu era a quietinha que derramava o Toddy pela carteira da sala porque depois do recreio (palavras que adoro) guardava a caixinha aberta na lancheira.
Uma vez perdi um pingente. Era a letra Mm de ouro. Um dos presentes bienais do meu pai que vinham na mesma frequência de sua presença. Ninguém viu a letra M, funcionários se mobilizam na busca. Nada.
A Professora então aparece de bicicleta na noite mais estrelada e quente. Dos meus cinco anos de idade pintei para sempre minha primeira professora como essa musa alada que vinha devolver itens à crianças desatentas e indefesas.
Todo ano dezenas de crianças levam um quadro meu e eu o delas, de suas famílias. Pintemo-nos com as mais coloridas tintas.
Obrigada pelo carinho. Sempre.
ps*Caixa de chocolate devorada ao fim da postagem; Orquídeas da Sofia estão na segunda floração.